Para não dizer que não falei de flores …

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Não. Não tem nada a ver com aquela canção.

Mas tem tudo a ver com as flores, as pessoas e os animais, como são tratados ou mal tratados.

Para que serve uma planta e suas flores? Para alegrarem o jardim, fornecerem o pólen para se reproduzirem, o néctar às abelhas, às borboletas e aos beija-flores e doarem o seu perfume e a sua beleza natural multicolorida. As próprias borboletas são assim desenhadas para se exibirem num desfile natural de moda, combinando suas cores com as das flores, na passarela dos jardins.

E não estou falando aqui das plantas cultivadas para uso comercial ou industrial na fabricação de medicamentos e perfumes, como é o caso das plantas medicinais e da alfazema ou lavanda, de onde se extrai o perfume propriamente dito. Mas do fato de as flores serem sacrificadas para irem compor um ramalhete ou serem colocadas num jarro para enfeitar uma sala e depois serem jogadas no lixo.

As flores não deveriam jamais ser arrancadas do seu pé para serem dadas de presente de aniversário, de formatura, ou entre namorados, para enfeitarem um ambiente ou, embora isto tenha um simbólico significado, ornamentarem uma mesa onde são homenageadas figuras insignes componentes da mesa, como reis, rainhas, juízes, desembargadores, professores, escritores, poetas, palestrantes, autoridades, doutores e sumidades, homens ou mulheres, sejam quais forem. Na verdade, este costume vem da idade média, onde as flores com o seu perfume eram usadas para disfarçar o mau cheiro do ambiente e das pessoas que não tomavam banho.

As flores, pelo que representam na natureza, seja num jardim, no campo, ou entre as pedras de uma montanha, merecem ser bem tratadas, não colhidas nem arrancadas, mas deixadas estar em paz e viverem o seu tempo natural de vida, assim como deveria ser com as pessoas e os animais, que infelizmente são abatidos e morrem antes do tempo, através dos holocaustos, dos massacres, das pandemias e dos maus tratamentos, sem distinção de raça, de categoria social, de ideologia ou de espécie.

LM – 30.03.2021