Nova empresa aérea inicia voos de certificação para começar operações no Brasil

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Com apenas a equipe operacional a bordo, simulações dos voos devem acontecer até esta quinta-feira (15)

Em trâmites finais para o lançamento da companhia aérea Itapemirim Transportes Aéreos, do Grupo Itapemirim, nesta semana estão sendo realizados voos de certificação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para obtenção do Certificado de Operador Aeronáutico (COA). O documento é um importante passo para que a empresa possa, de fato, iniciar as operações no Brasil.
 
Com apenas a equipe operacional a bordo, as simulações dos voos devem acontecer até esta quinta-feira (15) nos aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, Confins em Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Galeão, no Rio de Janeiro.
 
O advogado especialista em Aviação, Felipe Bonsenso, destacou que o Brasil é um país de dimensões continentais e que apesar disso um número muito baixo de cidades é atendido por linhas aéreas regulares. 
 
 

“Fomentar a aviação regional é permitir que um número maior de pessoas se conecte em cidades maiores e tenham acesso a essa modalidade de serviço aéreo.”
 
 

Segundo ele, há sim espaço para mais companhias aéreas no país, o que poderia consequentemente aumentar a concorrência e a competitividade das empresas, não só no que diz respeito ao preço das passagens, mas também a qualidade dos serviços.
 
O especialista em mobilidade urbana, Carlos Penna, lembrou que esta é a segunda companhia rodoviária que está indo para o mercado de aviação, a Gol foi uma delas. 
 
 

“É mais provável que a Itapemirim esteja vendo nichos de mercado que as outras companhias não vejam e por conta disso esteja abrindo as suas atividades.”
 

Com o isolamento social, o setor aéreo foi um dos mais prejudicados pela pandemia do novo coronavírus. O lançamento de uma nova companhia deve ser favorável também para o surgimento de postos de trabalho. 
 
Em voos como os oferecidos pela Itapemirim, são necessários por aeronave em média 67 funcionários, sejam dentro do veículo ou no trabalho em solo. 
 
Reportagem, Rafaela Gonçalves

Com redação da Rádio TV Fronteira Online