Depoimento de Sérgio Moro vai até quase 23 horas de sábado.

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O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública foi convocado à depor na sede da Superintendência da Polícia Federal, aqui de Curitiba, ontem (sábado dia 02) as 14 horas.

Ele fez-se presente e foi ouvido pela delegada Christiane Corrêa Machado, chefe do Setor de Inquéritos do STF, até praticamente as 23 horas, quando terminou o inquérito e o depoente deixou o prédio da Polícia Federal, dizendo-se cansado.

Durante as quase 9 horas de depoimento Sérgio Moro falou sobre as suas acusações de que o Presidente da República Jair Bolsonaro tentou interferir, politicamente, no comando da Polícia Federal com a intensão de obter informações sigilosas.

Na ocasião em que Sérgio Moro reuniu a imprensa para informar que pediria demissão, disse que foi pressionado pelo presidente para a troca do comando da Política Federal e que, em suas palavras, “O presidente me disse que queria ter uma pessoa do contato pessoal dele, que ele pudesse colher informações, relatórios de inteligência, seja diretor, superintendente, e realmente não é o papel da Polícia Federal prestar esse tipo de informação. As investigações têm de ser preservadas. Imagina se na Lava Jato, um ministro ou então a presidente Dilma ou o ex-presidente (Lula) ficassem ligando para o superintendente em Curitiba para colher informações”.

Nas cercanias da Sede da Superintendência da Polícia Federal aconteceram diversas manifestações, contra e a favor do ex-ministro. Inclusive com agressões verbais entre os manifestantes.

(Julio Reinecken)