Cuba, a Pérola do Caribe

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Alguns, sem dúvida, mais do que por suas próprias convicções pessoais e ideológicas, ganharam dinheiro para falar mal de Cuba, em conferências, em livros, ou em artigos que depois se transformaram em livros.

Muitos estrangeiros dedicaram a sua vida e a sua obra literária à difamação e ao ataque a um regime que não escolheriam para si e para os seus, pois lhes retiraria algumas vantagens e mordomias que só o sistema capitalista lhes proporciona.

Entre as coisas negativas apontadas na política econômica e social de Cuba estavam o rigorismo das leis do Estado, o combate à impunidade, os baixos salários, a ausência de livre escolha de emprego, a impossibilidade de adquirirem os cubanos certos bens de consumo e a demissão coletiva de empregados de tempos em tempos, quando necessário ao equilíbrio financeiro do Estado.

O que os detratores de Cuba não conseguem negar é que o estado cubano oferece quatro coisas básicas e fundamentais para a tranqüilidade e a sobrevivência física e intelectual dos indivíduos: Segurança, Saúde, Habitação e Educação. E é claro que para se ter saúde, segurança e educação é necessário ter saneamento básico, leis severas, serviços médicos e hospitalares gratuitos e o ensino em todos os níveis garantido pelo Estado. Além disso, criando postos de trabalho, com o fornecimento de alimentos básicos subsidiados e outros incentivos, Cuba conseguiu terminar com a vagabundagem, os vícios, o desemprego e a mendicância.

E ainda se dá ao luxo de oferecer ensino universitário da melhor qualidade a estudantes estrangeiros e ajuda internacional na área de saúde.

Enquanto em vários países, entre os quais o Brasil, milhares de pessoas morrem por falta de assistência médica e hospitalar, e populações inteiras estão sob o domínio das mazelas da miséria, da doença, da fome e da criminalidade e milhões de jovens se entregam ao vício das drogas, em Cuba, apesar dos problemas apontados pela crítica internacional, isso não acontece. Cuba oferece o que é possível, diante do quadro sócio-econômico em que se encontra como país originalmente isolado pelos Estados Unidos nas relações comerciais de importação e exportação com o mundo capitalista, e ofereceria muito mais se lhe permitissem usufruir dos benefícios de uma nação livre de ataques, preconceitos, embargos e restrições.

Se assim como se encontra, conseguiu manter a educação e a saúde em níveis aceitáveis e reconhecidos mundialmente, imaginem se pudesse fazer mais. Ela então se transformaria numa das melhores nações do mundo.

Cuba, sendo já uma ilha, e estando isolada por diversos outros fatores além do geográfico, entre os quais o sócio-econômico, não poderia realizar prodígios; mas soube administrar muito bem os recursos e o prestígio que lhe restaram, depois do embargo econômico, da odiosidade, da maledicência e dos atentados terroristas contra o seu território, cujas conseqüências ainda hoje repercutem depois de meio século.

Se pudéssemos fazer um diagnóstico, diríamos que Cuba já foi um paciente moribundo, ferido de morte pelo imperialismo, mas teve uma sobrevida para muito além do que imaginavam os seus inimigos.

E continua sendo a Pérola do Caribe, com muito mais razão e dignidade do que antes, quando era explorada pelo lenocínio, pelos cabarés e cassinos da máfia americana, sob o regime de Fulgêncio Batista.