Prefeita de Pelotas orienta moradores a deixarem suas casas diante de risco de enchente

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Populações que habitam as regiões do Laranjal, Colônia Z3, Pontal da Barra, rua das Traíras e localidades no entorno do canal São Gonçalo e arroio Pelotas devem evacuar suas residências. A medida tem caráter preventivo.

Com Docepelotas

Em anúncio na manhã desta terça-feira (7), a prefeita Paula Mascarenhas comunicou a necessidade de evacuação de residências de moradores de possíveis áreas de inundação em Pelotas.

De acordo com o estudo realizado por engenheiros e técnicos do Sanep e da UFPel, devem deixar suas casas as populações das localidades Laranjal, incluindo os balneários Valverde e Santo AntônioPontal da Barra, Marina Ilha Verdeentorno da rua Comendador Rafael Mazza, Vila da Palha, Charqueadas, Umuharama, Lagos de São Gonçalo, Parque Una, Fátima, Balsa, Navegantes, Quadrado, Doquinhas, final da rua General Osório e início do Simões Lopes, próximo à saída para Rio Grande.

Vila Farroupilha e Colina do Sol não estão elencadas como áreas de risco, mas devem ficar em alerta. De acordo com a chefe do Executivo, o estudo levou em conta a histórica enchente de 1941, considerando a possibilidade do aumento de 40 centímetros nas águas e desprezando os sistemas contra cheias do Município, inexistentes na época. A gestora frisou que a evacuação parte do princípio da prevenção.

“Estamos trabalhando desde a segunda-feira (6) com especialistas para identificar as previsões e projeções. Não temos como afirmar, com absoluta certeza, o que vai acontecer, mas temos que seguir o princípio da precaução. A previsão é que essa enchente repita a projeção de 1941, com um pouco mais de gravidade. É importante dizer também que, na época, não tínhamos nenhum sistema contra cheias, mas estamos trabalhando como se não houvesse essa contenção”, afirmou.

Paula destacou as condições favoráveis do vento e a trégua momentânea das chuvas, o que possibilita o intervalo de, aproximadamente, 24 horas para os trabalhos de evacuação das possíveis áreas afetadas.

“Estamos vendo as águas subirem, mas com lentidão. Não vamos deixar de usar esse tempo que a natureza nos deu. Precisamos aproveitar esse momento para agir, com calma e tranquilidade, dentro do possível. Estamos pedindo que as pessoas dessas regiões deixem suas casas, para casas de familiares e amigos ou para os abrigos do Município”, completou.

Solicitações de ajuda no resgate e evacuação dos locais devem ser feitas à Defesa Civil Estadual, Corpo de Bombeiros e Brigada Militar. A Prefeitura segue mobilizada no atendimento às populações atingidas e trabalha, no momento, para a estruturação de mais abrigos, além dos três já ativos no Município.

Confira os locais de risco de inundação no mapa

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