Exportações paranaenses podem travar por causa de novas barreiras internacionais; entenda

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Senador Flávio Arns (PODEMOS-PR) defende a criação de ações entre governos, setor produtivo e parlamento para ampliação das exportações brasileiras

A venda dos produtos industrializados do país no mercado internacional pode ser comprometida em até 22% por causa de barreiras comerciais recém-criadas que, segundo especialistas, podem gerar até US$ 46 bi em prejuízos para os exportadores dos estados. A previsão é do estudo Novas Barreiras e Tendências no Comércio Internacional, publicado recentemente pela CNI.

No Congresso Nacional, parlamentares das comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, da Câmara dos Deputados e do Senado, acreditam que o país precisa ter mais força de negociação nos mercados internacionais e ações conjuntas entre setor produtivo, governos e parlamento, devem ser realizadas em defesa das exportações nacionais, como sugere o senador Flávio Arns (PODEMOS-PR). 

TEC/SONORA: Senador Flávio Arns (PODEMOS-PR)

“Essa é a razão, inclusive, dos blocos de países. Dentro os quais, está o nosso Mercosul. Na comissão de assuntos exteriores do Senado, podemos também suscitar esse debate através de audiências públicas, onde devem estar obrigatoriamente presentes o Executivo, o setor produtivo nacional e, inclusive, representantes diplomáticos de outros países”.  

As novas barreiras têm fachadas nobres, motivos justos e necessários, como a promoção da produção sustentável, mas em verdade têm objetivos de frear a concorrência no comércio internacional.

Nesse cenário, os produtos brasileiros passam a ter dificuldades de entrada em países como Estados Unidos e da União Europeia, como explica Constanza Negri, Gerente de Diplomacia Empresarial e Competitividade do Comércio da CNI. 

 Constanza Negri, Gerente de Diplomacia Empresarial e Competitividade do Comércio da CNI. 
 

“Essas novas formas de barreiras criam desafios adicionais para as exportações brasileiras. Porque elas têm de um lado objetivo que é legítimo e é procurado pela própria indústria brasileira, de sustentabilidade, de respeito ao meio ambiente, mas, ao mesmo tempo, são barreiras disfarçadas. Então, por atrás de um objetivo legítimo acabam criando gargalos e discriminação para as exportações brasileiras”.

Entre os 10 maiores estados exportadores do país, nove tiveram queda nos negócios internacionais. São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul foram os entes que mais perderam exportações, em 2020. 

Reportagem, Cristiano Ghorgomillos