Covid-19: vacina do Butantan atinge 100% de eficácia contra casos moderados e graves da doença

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General view of a Medical syringe

Anvisa já recebeu pedido do Butantan para uso emergencial do imunizante

Vacina contra Covid-19, desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com farmacêutica chinesa Sinovac, atinge 100% de eficácia contra os casos moderados e graves da doença. Para casos leves, a taxa de eficácia ficou em 78%. A epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo, Ethel Maciel, explica a eficácia da Coronavac. 

Ethel Maciel, epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo.:

“Isso significa que a cada 100 pessoas que tomarem a vacina, 78 não vão desenvolver nenhum sinal ou sintoma. E 22% vão desenvolver doenças mais leves, uma síndrome gripal, uma dor de cabeça ou coriza. Mas 100% vai ter a proteção contra o desenvolvimento de doença grave.”

Com resultados satisfatórios, o Instituto Butantan já solicitou à Anvisa a autorização temporária de uso emergencial da Coronavac. 

Em entrevista coletiva, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirma que o governo federal assinou contrato para entrega das primeiras 46 milhões de doses, até abril, e de mais 54 milhões de doses, no decorrer de 2021. Ele ressalta que, a partir do contrato, todas as vacinas que estão no Instituto Butantan serão incorporadas ao Plano Nacional de Imunização e serão distribuídas de forma equitativa e proporcional a todos os estados. 

A coordenadora de Vigilância Epidemiológica do município de Mococa, em São Paulo, doutora Joanna Barretto Jones, detalha o plano de vacinação na cidade.

Dra. Joanna Barretto Jones, coordenadora de Vigilância Epidemiológica do município de Mococa:

“Nós temos 11 unidades com salas de vacina, no município. Todas elas vão ficar abertas. Algumas terão o horário estendido até as 22 horas. Nós já temos o apoio da Escola de Enfermagem, para vacinar os profissionais do hospital. Depois, quando chegar os idosos, também temos esquema de vacinação nas instituições de longa permanência. E vamos usar a experiência, com equipes volantes, que vão nas casas vacinar esses acamados.”

Na sexta-feira (8), a Anvisa também recebeu o pedido da Fundação Oswaldo Cruz para uso emergencial da vacina, desenvolvida pela empresa AstraZeneca. A agência já iniciou a análise dos documentos e o prazo é de 10 dias, assim como para o pedido do Butantan. 

Reportagem, Paloma Custódio

Com redação da Rádio TV Fronteira Online