Guedes rechaça intenção do Governo Federal em privatizar o SUS

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Na comissão do Congresso que discute ações contra o coronavírus, o ministro também disse que a economia brasileira começar a reagir à pandemia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (29), na comissão mista do Congresso Nacional que discute as ações de combate ao novo coronavírus, que o Governo Federal nunca teve a intenção de privatizar o SUS. Na manhã da última quarta-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro havia publicado um decreto que permitia que o Ministério da Economia fizesse estudos sobre a inclusão de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), vinculado à Presidência da República. 

Porém, diante da repercussão negativa da publicação, Bolsonaro revogou o decreto no mesmo dia. Mesmo assim, os integrantes da comissão quiseram ouvir explicações de Paulo Guedes sobre uma possível privatização do SUS.

Guedes disse que “jamais esteve sob análise [do governo] privatizar o SUS” e que “seria uma insanidade falar isso”. Ele explicou que os decreto visava apenas promover a realização de estudos para que a iniciativa privada pudesse concluir obras inacabadas de UBSs e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). 
 

“Isso deve ter sido uma dessas inúmeras decisões que nós tomamos por dia, que chegam aqui. As coisas que são decisivas vão para o Congresso são examinadas. Uma privatização do SUS teria que ir para o Congresso e o Supremo também teria que opinar.”

O ministro também afirmou que governo tem se esforçado para diminuir os impactos econômicos da pandemia no setor produtivo, na geração de empregos e na concessão de benefícios sociais. De acordo com ele, a concessão do auxílio emergencial possibilitou o aumento da renda de boa parte das famílias brasileiras. 

“Uma família, por exemplo, com três membros que viviam com R$ 200, com o auxílio cada um passou a receber R$ 600. Então, a família passou a ganhar R$ 1,8 mil.”

No entanto, Paulo Guedes disse que os programas sociais precisam ser reduzidos, conforme os casos da Covid-19 desaceleram. Além disso, ele disse que a economia brasileira e a geração de empregos começaram a dar sinais de recuperação. 

Reportagem, Paulo Oliveira