Para rede C40, Curitiba irá liderar uma revolução solar

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Para a rede de cidades C40 (Grupo de Grandes Cidades para Liderança Climática), Curitiba está no caminho de liderar uma revolução solar. A afirmação foi feita pela entidade ao divulgar, nesta semana, o encaminhamento do projeto de lei que deixa o município mais perto de implantar a pirâmide solar no antigo Aterro Sanitário do Bairro Caximba.

Enviada à Câmara Municipal na última terça-feira (23/6), a proposta permite que o município crie com a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) uma Sociedade de Propósito Específico para implantação e operação da futura usina.

Na publicação, a rede de cidades afirma que Curitiba comprova seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, garantindo um futuro mais brilhante e limpo para seus cidadãos.”

O C40 Cities Finance Facility (CFF) apoia a capital paranaense com assistência técnica para o desenvolvimento de projetos solares no telhado em quatro terminais de ônibus e na superfície do aterro desativado no bairro Caximba.

“Curitiba, sob a liderança do prefeito Greca, toma um importante passo para cumprir suas metas climáticas”, reconhece o diretor regional da C40 para América Latina, Manuel Oliveira. “A C40 segue comprometida a apoiar o prefeito e a cidade nos seus esforços para criar um futuro mais limpo, sustentável e inclusivo através de seu Plano de Ação Climática”, completa.

O assessor de Relações Internacionais da Prefeitura de Curitiba, Rodolpho Zanin Feijó, acredita que a capital se destaca fora do Brasil por que voltou a se desenvolver com inteligência. “Com este projeto, a cidade abre suas portas para o futuro e novamente se torna referência mundial em inovação.”

Mais energia

A secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Oliveira Dias, lembra que esse reconhecimento é resultado de uma série de esforços da cidade, reconhecida há tempos pela preocupação com a sustentabilidade.

São iniciativas urgentes, ligadas à mitigação de mudanças climáticas e ampliação de infraestrutura verde e de que todo o planeta precisa”, afirma Marilza.

Apenas no tema novas energias, há o amplo programa chamado Curitiba Mais Energia, que abrange ainda a usina de geração fotovoltaica (solar) no Palácio 29 de Março, em operação desde 5 de junho de 2019, financiada com recursos do Programa de Eficiência Energética da Copel, fiscalizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica.

No escopo, encontra-se, ainda, a Central Geradora Hidrelétrica no Parque Barigui, doação da Associação Brasileira de Pequenas Centrais Hidrelétricas (Abrapch), já em funcionamento. E uma estrutura semelhante a ser instalada na queda d´água do Parque São Lourenço, em estudo.

Participam do desenvolvimento do projeto a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, o Ippuc, a Urbs, a Secretaria Municipal de Finanças, a Secretaria de Planejamento e Administração, a Procuradoria-Geral do Município e a Assessoria de Relações Internacionais.