Estados Unidos vai enviar cheques com dinheiro a contribuintes

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O Presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou o envio imediato de cheques aos cidadãos, entre outras medidas, para conter o impacto económico do vírus, e diz que o país vai recuperar logo a seguir à pandemia.

Vamos enviar cheques aos americanos imediatamente (…) Os americanos precisam de dinheiro agora”, disse o secretário do Tesouro dos EUA, Steve Mnuchin, referindo-se às instruções para atenuar o impacto da crise sanitária na economia do país dadas pelo Presidente num ‘briefing’.

“Queremos garantir que têm dinheiro no bolso rapidamente”, explicou Mnuchin, numa declaração que fez de imediato subir as bolsas de valores nos EUA, que têm estado em queda vertiginosa nos últimos dias.

No mesmo ‘briefing’, o Presidente disse acreditar que as medidas que estão a ser tomadas permitirão à economia dos Estados Unidos reagir positivamente logo que passe a crise sanitária do novo coronavírus.

“Se fizermos isto bem, o nosso país poderá recuperar e começar a rolar de novo rapidamente”, disse Donald Trump.

A Casa Branca pediu hoje ao Congresso para aprovar um pacote massivo de emergência, para ajudar empresas e contribuintes a lidar com a crise económica decorrente da pandemia.

O plano de Mnuchin implica um investimento de cerca de 850 mil milhões de dólares (quase 800 mil milhões de euros), que o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell prometeu aprovar rapidamente.

“O Senado não irá adiar decisões que são fundamentais para ajudar a nossa economia a enfrentar esta tempestade”, disse hoje Mitch McConnell.

A proposta da Casa Branca tem uma dimensão superior à do esforço estatal durante o resgate bancário de 2008 e inclui uma enorme redução de impostos aos assalariados, bem como fundos para setores estratégicos que serão profundamente afetados pela pandemia.

O Governo norte-americano anunciou ainda que vai expandir de imediato a cobertura dos sistemas de telemedicina em todo o país, para ajudar os idosos a resolverem os seus problemas de saúde sem saírem de casa.

A nova opção permitirá que milhões de idosos tenham acesso a cuidados médicos em ambiente protegido, ao mesmo tempo que permite aos médicos uma maior agilidade e segurança no tratamento de casos.

“Isto vai ajudar a impedir a propagação do vírus”, disse o administrador do programa Medicare, Seema Verma.

As autoridades sanitárias estão a pedir a familiares dos idosos menos competentes com tecnologia para ajudarem estes doentes a colaborar com os médicos nas consultas em ambiente virtual.

O risco de doença grave causada pelo novo coronavírus é maior para pessoas idosas e com problemas de saúde, como sejam doenças pulmonares, diabetes ou questões cardíacas.

Até agora, o sistema de telemedicina no programa Medicare era muito limitada, estando circunscrita às áreas rurais e mais isoladas.

A proposta do Governo de Donald Trump é que o sistema fique agora muito mais disponível, para um maior número de utentes e em mais regiões do país.

Com Minuto ao minuto