Viva o presente …

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Certa vez o escritor Franz Kafka ouviu uma voz que lhe dizia: “Cuidado, você poderá ser preso a qualquer momento ou acordar transformado numa barata …”

Kafka aproveitou este aviso e escreveu dois livros.

No primeiro deles, ao acordar pela manhã, no quarto da pensão onde morava, o personagem, que era ele mesmo, foi preso e passou o resto da história tentando descobrir porque o prenderam ou de que estava sendo acusado.

Em outra ocasião, também ao acordar pela manhã, o personagem principal, que era um caixeiro-viajante, estava transformado numa barata, e a partir daí se desenvolve a história.

Não me perguntem como terminou o primeiro nem o segundo caso, para não tirar a graça da leitura desses dois excelentes livros de Kafka; a quem não os leu, é claro; mas “O Processo” e “A Metamorfose”, nos advertem de que, enquanto podemos, devemos procurar viver o presente, oportunidade que Kafka, infelizmente, não deu a nenhum de seus personagens, antes de acontecer com eles o que aconteceu.

Se os personagens de Kafka soubessem dos avisos que o autor recebeu, um deles teria no primeiro caso ido ao cinema assistir a um bom filme e depois de ter jantado num dos melhores restaurantes de Praga (pois Josef K era um gerente de Banco), poderia ter ido dançar em alguma boate acompanhado de uma linda mulher e com ela passado a noite. No caso seguinte poderia o personagem Gregor Samsa ter optado por alguma outra forma de diversão ou entretenimento na véspera de ser transformado numa barata.

Em ambos os casos os personagens teriam vivido o presente, como aliás era permitido, no início da era Cristã, aos gladiadores romanos, na véspera de seus combates mortais.

Aos gladiadores era oferecido um banquete, vinho, diversão e mulheres, pois aquela poderia ser a última farra, antes de serem eventualmente mortos no dia seguinte.

Com Sócrates, em Atenas, alguns séculos antes, aconteceu o seguinte:

Depois de julgado e condenado à morte por envenenamento, foi-lhe permitido reunir-se na véspera com os seus discípulos e fazer o que mais gostava, dialogar com eles. Sócrates passou uma noite agradabilíssima, conversando com seus amigos, até a primeira hora da manhã seguinte, quando lhe foi dado o veneno para beber.

Tais exemplos nas histórias de Kafka, dos gladiadores romanos e de Sócrates, nos mostram como é importante viver o presente da melhor maneira possível.