Bolsonaro declarou ter acabado com a Lava Jato por ´Não ter mais corrupção no governo´

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O presidente Jair Bolsonaro, participa da solenidade de assinatura da medida provisoria da liberdade economica. (O presidente Jair Bolsonaro, participa da solenidade de assinatura da medida provisoria da liberdade economica., ASCII, 115 componen
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Conforme publicou o jornal Estadão, Bolsonaro declarou ter acabado com a Lava Jato por ‘não ter mais corrupção no governo´.

Conforme publicação destaca no Twitter o presidente declarou que:

“É um orgulho, uma satisfação que eu tenho, dizer a essa imprensa maravilhosa nossa que eu não quero acabar com a Lava Jato. Eu acabei com a Lava Jato, porque não tem mais corrupção no governo”

A declaração teria ocorrido Jair Bolsonaro nesta quarta.

Horas depois, o ex-ministro Sergio Moro falou que “tentativas de acabar com a Lava Jato representam a volta da corrupção”. “Valerá a pena se transformar em uma criatura do pântano pelo poder?”, questionou o ex-ministro.

Augusto Nunez em sua coluna no R7 comenta o fato

Bolsonaro deveria ter seguido o exemplo de Millôr

O Brasil já não sabe enxergar ironias

Em 1987, entrevistado no programa Roda Viva, o grande Millôr Fernandes respondeu a uma pergunta com fina ironia. Imediatamente, centenas de espectadores fulminaram o estúdio da TV Cultura com comentários coléricos. No intervalo, resumi para o entrevistado o som da fúria. Ele revidou com a observação que precedeu a resposta seguinte: “O Brasil anda tão estranho que, antes de tratar algum assunto com ironia, convém começar com a advertência: ‘Atenção, o que vou dizer agora é uma ironia. Repito: É uma ironia'”.

O presidente Jair Bolsonaro deveria ter evocado o aviso sugerido por Millôr antes de afirmar, nesta quarta-feira, que acabou com a Lava Jato porque já não há corrupção no governo. Evidentemente, Bolsonaro pretendia registrar um fato: desde 1° de janeiro de 2019, não se noticiou um único caso de corrupção ocorrido com a participação ou a anuência do governo federal. Portanto, ao contrário do que aconteceu entre a ascensão de Lula e a queda de Dilma, a Lava Jato não precisará devassar o Palácio do Planalto à caça dos envolvidos em algum sucedâneo do Petrolão.

O chefe do Executivo sabe que os trabalhos da Lava Jato estão longe do fim. Sabe, também, que não dispõe de meios para encerrar investigações promovidas por outros poderes. E quem vê as coisas como as coisas são sabe que os que sonham com o fim da Lava Jato estao na frente ampla pró-corrupção formada por todos os corruptos já desmascarados,  parlamentares com medo de cadeia e ministros do Supremo transformados em padrinhos de bandidos.