Celso de Mello exige depoimento pessoal ao Presidente Jair Bolsonaro

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Ministro Celso de Mello durante sessão da Segunda Turma do STF para jugar ação penal proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo.
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O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, no momento em licença de saúde prorrogada; mais uma vez, provoca um novo constrangimento ao Presidente da República, Jair bolsonaro, ao exigir que o depoimento seja pessoal, em vez de por escrito.

O inquérito trata da suposta interferência do Presidente na Polícia Federal

Abaixo a decisão conforme escreveu o minístro:

“Sendo assim, e em face das razões expostas, o Senhor Presidente da República – que, nesta causa, possui condição de investigado – deverá ser inquirido sem a prerrogativa que o art. 221, 1o, do CPP confere, com exclusividade, apenas aos Chefes dos Poderes da República, quando forem arrolados como testemunhas e/ou como vítimas (e não quando figuram como investigados ou réus), a significar que a inquirição do Chefe de Estado, no caso ora em exame, deverá observar o procedimento normal, respeitando-se, desse modo, mediante comparecimento pessoal e em relação de direta imediatidade com a autoridade competente (a Polícia Federal, na espécie), com princípio da oralidade”.

O documento não determina, nem a data nem o local, ficando a definição para a polícia federal.

Mello também permitiu a presença da defesa de Moro, no interrogatório, e a possibilidade, da mesma, a fazer perguntas ao presidente.