20 de setembro

Vinte de setembro, data cara a todos os gaúchos, pois reverencía-se os ideais da revolução farroupilha, tanto de liberdade quanto econômicos. Em memória a este fato histórico, nesta época, festejos são realizados, culminando com o desfile das entidades tradicionalistas e seus associados.

No festejo de nossos costumes,  lembramos e permanecerá na memória dos gaúchos, a dedicação do conterrâneo Paixão Côrtes, na restauração do folclore rio-grandense.

Santanense, nascido em 12 de julho de 1927, filho de pecuarista e mãe com apreço pela  música, notadamente herdou equilibradamente a influencia dos pais, pois formou-se em agronomia e tornou-se compositor, radialista e pesquisador brasileiro.

No ano de 1947, com 20 anos, estudante do colégio Julio de Castilhos, na capital gaúcha, juntamente com Orlando Degrazia, Barbosa Lessa e Glauco Saraiva, Paixão Côrtes fundou o Movimento Tradicionalista Gaúcho, que atualmente congrega aproximadamente duas mil entidades espalhadas pelo estado.

Através do movimento,  foi responsável pelo ordenamento daquilo que hoje aceitamos como o folclore gaúcho, incluindo suas danças, indumentária, poesia e canções; costumes e gestos, para citar o cumprimento no apertar das mãos.

Em 1953, fundou o pioneiro conjunto folclórico Tropeiros da Tradição, tendo gravado muitas canções, resultado de suas pesquisas de campo.

Em coautoria com Barbosa Lessa, escreveu o Manual das Danças Gaúchas. Paixão Côrtes, dedicou a sua vida e muito contribuiu para a riqueza do tradicionalismo gaúcho.

Para citar vivências inesquecíveis para todos nós, Paixão, em 1958, apresentou-se no Olympia de Paris e na Universidade de Sorbonne. Em 1964, participou da Feira Mundial de Transportes e Comunicação em Munique, Alemanhã.

Registramos a nossa homenagem a esta personalidade marcante, fiel aos hábitos e lidas gauchescas, nosso saudoso João Carlos D’Avila Paixão Côrtes.

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